5 motivos para investigar “The Alienist”

Sabe quando você vê um único trailer e já se convence a assistir? Foi assim logo que descobri sobre “The Alienist” – mas, na época, ainda era “só” uma série da TNT. Na prática, significava que eu teria que dar meus pulos se quisesse mesmo assistir.
Eis que outro dia ela reaparece como sugestão, adivinhe, na Netflix! É praticidade que chama? Emendei em uma maratona regada a cenários de época, crimes não resolvidos e um elenco deveras conhecido.




Se você reparou em “The Alienist” na lista de recomendações, mas ainda não sabe se dá, ou não, uma chance, calma aí. Juntei 5 fatos que você precisa saber para se decidir!

1 – Eles realmente reconstruíram a Nova York de 1890

Você é daqueles que tem uma queda por coisas de época? Porque, então, “The Alienist” é a série certa. Não teve nada de computação gráfica, não! A equipe deu o maior duro para recriar uma “mini Nova York” em Budapest para dar conta das gravações.

Cada mínimo detalhe é impressionante e, se você reparar, tem vezes que a câmera consegue dar uma volta 360º ao redor dos personagens sem o menor problema – exatamente porque era tudo real!

2 – Aquele elenco maroto

Você vai encontrar alguns nomes bem conhecidos no elenco da série. Começando por Daniel Brühl, que adotou com a maior facilidade o alienista (que nada mais é que um psicólogo) observador e frio que é Laszlo Kreizler. Não reconheceu de nome? Ele participou de “Adeus, Lênin” e “Bastardos Inglórios”, além de ter sido escolhido a dedo por Jessica Chastain para fazer “The Zona okeeper’s Wife”.
Outro dos três personagens principais é Luke Evans, que já fez “A Bela e a Fera” e “O Hobbit”. Você também pode ficar de olho no Douglas Smith, que foi parar em “Big Little Lies” depois dessa série!

3 – Dakota. fucking. Fanning

Achou que eu não falaria da Dakota? Achou errado! Sua personagem é um alívio em meio à era dominada por homens e quebra os padrões ao assumir o posto na polícia – o que não era nada comum naquele tempo. Mesmo com corsetes (e olha que ela chegou a desmaiar nos primeiros dias de filmagem), sua personagem tem um quê de rebeldia.


Aliás, ela e Lazlo são os dois personagens mais interessantes e bem desenvolvidos da série. Durante o decorrer dos dez episódios, vemos várias de suas facetas: como ela se comporta no trabalho, na vida privada e com as pessoas em quem confia.

4 – Fora os personagens reais

Tudo bem, os personagens principais são fictícios. Aliás, toda a série é baseada no livro de Caleb Carr, publicado em 1994. Mas ainda encontramos alguns nomes bem conhecidos. Um deles é Theodore Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, embora, na época da série, ele ainda não ocupasse essa posição.
Outro é Jesse Pomeroy, o “menino demônio”. Ele foi um dos serial killers mais polêmicos, afinal, começou a cometer seus crimes desde cedo (quando tinha uns 12 anos, aproximadamente). Seu caso deu o que falar, afinal, as pessoas não queriam condenar uma criança à pena de morte, então acabaram recorrendo à prisão perpétua na solitária – o que talvez seja até pior. Na série, ele aparece já adulto, como um dos objetos de estudo do alienista.

5 – Os temas subjacentes, que são bem atuais

A história de The Alienist gira em torno de Lazlo tentando entender a mente de um serial killer que ataca garotos de programa novinhos e captura-lo. Mas a série também fala da corrupção policial, de diferenças de classe, imigração e o medo que a população tem de novas ideias.
Reconheceu algum deles nas discussões que a gente ainda tem outro dia? A roupagem pode ser de época, mas muito disso é bem atual. Por outro lado, ainda é o nascimento da psicologia e do chamado “profiling”, que é um tipo de psicólogo que trabalha junto à polícia e órgãos do governo para entender a mente de criminosos – “Mindhunter”, por exemplo, mostra o trabalho do FBI nesse sentido.

Conhece outra série boa que vá para esse caminho? Já assistiu essa? Divide com a gente nos comentários!